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A entrega ao Oriente Médio

20 de outubro de 2019
Eu Vivo

Uma brasileira de alma árabe, beduína, nômade: é assim que Simone Bica se define. Estudante de psicologia e idiomas, ela escreveu o livro “Diário do Oriente: percurso de uma alma beduína” para documentar sua vivência no Oriente Médio e desmistificar grande parte da imagem que existe da região. O relato é feito de forma muito apaixonada, o que faz despertar em qualquer um a vontade de conhecer o universo que a autora apresenta com tanto carinho.

Simone começou sua história com o mundo árabe na Jordânia, quando foi conhecer as riquezas de Petra, Aqaba e Amã com seu companheiro Matt. A autora se encantou rapidamente pelas belezas jordanianas e por todo o povo e cultura da região. Por isso, ao seguir viagem, ela começou a estudar a língua árabe na Suíça. “O primeiro amor que eu tive pelo mundo árabe foi através da língua”, conta a autora. Quando voltou para o Brasil, Simone procurou o Consulado do Líbano e encontrou Marcela Lemos, professora de língua árabe e, assim, seguiu seu aprendizado com brilho nos olhos.


Crédito: Hussain Isa on VisualHunt

Decidida a aprender ainda mais da língua árabe e conhecer mais do Oriente Médio, Simone retornou à Jordânia, mas dessa vez sozinha e rumo à casa de uma família local, onde viveria o dia a dia jordaniano da forma mais completa possível. Segundo a autora, a escolha do país foi por ser um território muito democrático e aberto, onde as mulheres têm voz e trabalham, além de toda a história e encantos arqueológicos jordanianos.

De toda forma, no momento do embarque rumo a nova aventura começaram a surgir as angústias, afinal, era uma mulher latino-americana indo viajar sozinha para o Oriente Médio, lugar tão diferente e supostamente perigoso. Simone conta que esse pré-conceito da região existe por falta de informação.“A mídia bombardeia, as pessoas falam e reproduzem, mas de fato elas não vivenciaram e nem pesquisaram sobre aquilo, então criam uma barreira, um estereótipo, que não tem razão de ser”, diz.


Crédito: Tribes of the World on VisualHunt

E é aí que os relatos do livro se desenrolam. Simone começa a contar todos os seus medos, expectativas e descobertas ao viver como uma cidadã jordaniana comum. A autora conta sobre sua rotina, a cultura, a gastronomia, e por aí vai. De cara, uma das surpresas mais agradáveis foi quanto ao povo jordaniano. “É um povo acolhedor, que tem muito amor e está sempre pronto para ajudar”.

A obra segue com relatos de diferentes momentos do dia a dia árabe, mas sempre com uma lição: viver novas culturas de coração aberto, sem pré-julgamentos e com toda a entrega possível. Simone garante que, assim, sua caminhada será muito mais rica.


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