Suzane Hammer
Suzane Hammer

Alexandria: Uma maravilha do mundo

13 de novembro de 2019
Eu Vivo

Alexandria é uma bela cidade do Egito que de seu grande líder recebeu seu belo nome.​ Alexandre Magno, o último grande Faraó do Egito tendo sido coroado de 332 a 323 a.C., escolheu a cidade de Alexandria para ser a capital do seu império.​

De uma pequena vila de pescadores, após a sua fundação a cidade se tornou a capital da dinastia ptolomaica do Egito e cresceu rapidamente para se tornar uma das cidades mais importantes do período helenístico, superado apenas por Roma em tamanho e riqueza.​

Sua localização privilegiada, na encruzilhada das rotas da Ásia, da África e da Europa, transformou a cidade num lugar ideal para concentrar a arte, a ciência e a filosofia do Oriente e do Ocidente. Muito jovem porém, Alexandre Magno com pouco mais de 30 anos faleceu, deixando de ver seu projeto de cidade realizado.​


Na antiguidade existiam sete grandes estruturas consideradas as Maravilhas do Mundo Antigo.​ Uma delas seria o famoso Farol de Alexandria, que foi sede de uma das maiores bibliotecas da Antiguidade.​

No lugar do Farol de Alexandria fica hoje a fortaleza de Qaitbay. Essa fortaleza foi construída em 1480, por um sultão otomano, e destruiu o que restava dessa maravilha do mundo. O Forte Qait Bay, foi durante muito tempo considerado uma das sete maravilhas do mundo faraônico antigo; hoje, é um museu da vida marinha.​


Em 1375, o farol foi destruído por um terrível terremoto. Em 1994, arqueólogos mergulharam sob Alexandria e descobriram restos de embarcações e de construções daquela época.

Inaugurada 2002, a nova e atual Biblioteca de Alexandria, considerada a maior do Mundo, foi construída em homenagem à Grande Biblioteca, uma das maiores da Antiguidade, fundada no século III a.C. e destruída por um incêndio.

A Biblioteca de Alexandria original, foi construída por Ptolomeu I Soter no século IV a.C, e elevou a cidade ao nível de importância cultural de Roma e Atenas. De fato, após a queda do prestígio de Atenas como centro cultural, Alexandria tornou-se o grande polo da cultura helenística.

Todo manuscrito que entrava no país (trazido por mercadores e filósofos de toda parte do mundo) era classificado em catálogo, copiado e incorporado ao acervo da biblioteca.

No século seguinte à sua criação, ela já reunia entre 500 mil e 700 mil documentos. Além de ser a primeira biblioteca no sentido que conhecemos, foi também a primeira universidade, tendo formado grandes cientistas, como os gregos Euclides e Arquimedes.​

O Anfiteatro Romano é um dos monumentos mais populares de Alexandria. Enquanto os anfiteatros foram espalhados por diferentes países como Grécia, Itália e Turquia durante o reinado dos romanos, com muitos exemplos dessas estruturas ainda presentes em muitas regiões da Europa e do Oriente Médio, o Anfiteatro Romano de Alexandria é o único desse tipo no Egito.

O anfiteatro foi descoberto por mera coincidência no ano de 1960.​ Quando os trabalhadores foram remover uma pilha de poeira e areia em 1960 para limpar a terra para a construção de um prédio governamental, encontraram algumas colunas sólidas de ferro, indicando que algo podia estar enterrado embaixo. ​

O Anfiteatro Romano que vemos hoje em Alexandria foi construído no século IV d.C. e foi uma característica comum do período greco-romano. ​
​No centro do local as paredes eram construídas com tijolos vermelhos e pequenas salas serviam para aquecer a água com o vapor que vinham da caldeira central.​

O frigidarium que ficava na parte oriental, agora destruída, era constituído de várias pequenas piscinas que ficavam à sombra e serviam para resfriar a água. O local tinha várias cúpulas e era ricamente decorado com mármores.​

Localizada a leste do Anfiteatro Romano de Alexandria, missões recentes de escavação desenterraram uma vila romana que remonta ao período do imperador romano Adriano, que governou o Egito e um grande império durante o século II dC. ​

Os arqueólogos a chamaram de “a Vila dos Pássaros” devido ao maravilhoso piso em mosaico encontrado na sala principal que exibe aves de diferentes formas. ​

Segunda maior cidade do Egito, com cerca de 4,1 milhões de habitantes ao longo de mais de 20 quilômetros de orla, Alexandria é um destino absolutamente fora do comum. Nas suas ruas, muitos vestígios da Antiguidade, como castelos, museus e monumentos falam dos encontros e desencontros de civilizações que a cidade testemunhou​.

A cidade que conhecemos hoje, uma cidade do mar mediterrâneo, famosa entre os egípcios por suas belas praias, guarda pouco do seu passado glorioso, que foi destruído por incêndios, terremotos, tsunamis e povos que conquistaram a cidade ao longo dos séculos.

Mas busca reconstruir e relembrar parte de sua história. Hoje, quem visita a Alexandria moderna precisaria olhar embaixo d’água para ver a maioria dos antigos tesouros. A biblioteca antiga estava ali, bem perto de onde está a moderna, assim como o Farol de Alexandria.

​Alexandria – Mediterrânea, cosmopolita e literária, a Alexandria do século 21 é uma cidade moderna que perdeu seu protagonismo vivido na antiguidade, mas ainda conserva seu ar boêmio, fonte de inspiração para poetas e escritores durante décadas.

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