Marcelo Orchis
Marcelo Orchis

Páscoa na Ilha de Páscoa (ou melhor Rapa Nui) – Parte II 

24 de abril de 2019
Eu VivoLugares Pela América do Sul

No meu primeiro dia, foi um prazer acordar às 4h da manhã para ir até Ahu Tongariki para ver o incrível nascer do sol. Lá, 15 Moai  compõem o cenário junto com montanhas e o oceano. Minha sugestão é passar mais tempo no local depois que os grupos de turistas forem embora, para tirar boas fotos.

Aluguei o carro somente por um dia (nos outros, fiz hiking e peguei carona com turistas e locais, mas também é possível alugar bicicleta, moto e cavalo) para fazer a costa leste com o objetivo de chegar ao norte, onde estão as únicas praias com areia numa ilha formada por rochas.

Pelo caminho, foi impressionante passar por Ahu Akahanga e suas ruínas, onde o rei Hoto Matu’a pode estar enterrado, e por Ahu-Vinapu, com massivos blocos de pedra esculpidos de forma tão intrínseca e firme que não seria possível inserir uma faca de cozinha entre elas.

Anakena é considerada a principal praia da Ilha de Páscoa, “moradia” dos sete Moai Ahu Nau Nau e do isolado Ahu Ature. Foi ali que, pela primeira vez, conheci taitianos e fiz um luau com amigos chilenos sob um fantástico céu estrelado.

Ovahe é uma pequena praia de origem vulcânica com areia dourada (mistura de corais vermelhos com areia branca). Por ser mais vazia é perfeita para relaxar.

Fiz hiking no vulcāo Terevaka, o maior – o mais alto e mais jovem da ilha de Páscoa – com 507 metros de altitude. Nessa caminhada, ao atravessar a ilha, dois cachorros me acompanharam por cerca de 18 km. Ambos tinham coleira com o nome e o contato dos donos.

Também estive no vulcão Poike, que fica a 370 metros de altitude, com amigos de Israel, da Rússia, da Holanda, da China, da França e da Argentina, que conheci no camping

No sudoeste da Ilha de Páscoa, fiz hiking para admirar o lago da cratera do extinto vulcão Rano Kau, localizado a 324 metros de altitude. Também visitei Orongo, cidade de pedra conhecida como antigo centro de cerimônias. De lá se tem uma vista fenomenal da Ilha de Moto Nui, onde tive o prazer de fazer snorkeling no Oceano Pacífico (mergulho e surfe não fiz, mas é muito comum na Ilha). 

Explorei as cavernas Ana Kakenga (de suas aberturas, tem-se uma vista magnífica do mar) e Ana Te Pahu, coberta por árvores e arbustos. Na Ilha de Páscoa, há muitas gravuras rupestres.

Assim, recomendo visitar o Museu Antropológico Padre Sebastian Englert (MAPSE), fundado em 1973 e cujo nome homenageia um padre alemão que viveu mais de 30 anos na ilha e documentou as lendas locais, além da língua e da cultura Rapa Nui.

Pude conhecer mais da cultura Rapa Nui assistindo aos cerca de 90 minutos do «Maori Tupuna»tradicional show de música e dança Rapa Nui, uma maneira de os locais preservarem sua herança. Lembrei um pouco do carnaval brasileiro e fiz amizade com um dos artistas, o Tahiri Pont .  

Meu último dia foi marcante, pois relaxei vendo o pôr-do-sol em Ahu Tahai, localizado próximo à capital e que tem uma posição privilegiada em relação ao mar.

Foi interessante assistir, no domingo de Páscoa, a uma missa em espanhol com músicas na lingua Rapa Nui na Igreja de Santa Cruz, inaugurada em 1937 em Hanga Roa. Ela tem uma fachada que combina motivos da religião cristã com elementos nativos.

 Sinto-me privilegiado por ter visitado a Ilha de Páscoa e descoberto presencialmente a cultura Rapa Nui, e nem precisava ter sido na Páscoa, pois não vi nenhum coelho. Já estive na Nova Zelândia, e a minha estadia na mágica Ilha de Páscoa aguçou meu desejo de conhecer as outras ilhas do Oceano Pacifico pertencentes ao Triângulo da Polinésia. 

Clique aqui e leia a Parte I.

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