Fernanda Bertin
Fernanda Bertin

Santiago por outra “mirada”

04 de setembro de 2019
Eu VivoLugares Pela América do Sul

Cheia de mistérios e surpresas, Santiago do Chile é uma cidade que oferece muito ao turista brasileiro. Mas essa viagem pode ser muito mais prazerosa, se ela se tornar econômica. Compramos um voo com preço excelente! Nosso roteiro teve um enfoque especial em compras baratas e/ou antiguidades. Nossas dicas dos pontos turísticos serão na maioria lugares muito frequentados pelos locais.

Começamos nossa jornada do primeiro dia partindo para o maior centro de compras da cidade, no bairro de Recoleta, mais conhecido por Patronato. Esse bairro tem preços e opções que podemos comparar e verificar como mais barato do que na 25 de março, em São Paulo.

Em Patronato compra-se desde acessórios até casacos de 7 mil pesos (1000 pesos valem aproximadamente 5 reais) tanto no atacado quanto no varejo e, dependendo da quantidade, vale mais o atacado. Depois de um longo passeio de compras, ao lado está BellaVista, bairro onde estão alguns dos pontos turísticos mais famosos de Santiago: Cerro San Cristobal e a Casa de Pablo Neruda, que hoje é museu, onde o poeta viveu anos de sua vida com a amante Matilde (a casa foi construída em sua homenagem).

Com fome? Diversas opções bem conta para comer esperam pelo turista virando a esquina da casa de Neruda. Em dias de semana, diversos restaurantes oferecem menu completo com entrada, prato principal, refrigerante ou suco, e sobremesa, por valores extremamente convidativos.

Depois de um longo dia passeando e conhecendo um dos bairros mais boêmios e históricos de Santiago, é hora de ir tomar um café na rua José Victorino Lastarria. De arquitetura única, essa rua é tombada e é considerada patrimônio histórico cultural de Chile. A sensação é de fazer uma pequena viagem ao passado da cidade, pois os lugares preservam os mesmos padrões arquitetônicos de há aproximadamente cem anos. Uma informação importante é que os chilenos estão acostumados com o café solúvel, por isso quando se pede um café em um restaurante é obrigatório especificar que é expresso.

Outro lugar que faz parte do cotidiano do chileno e dos estrangeiros que vivem por lá é La Vega Central, um tipo de mercadão, com preços de frutas e verduras frescas bem em conta. Também servem almoços a pouco mais de $ 2500 pesos chilenos. Para quem não se incomoda com multidão e um pouco de desorganização essa é a programação perfeita.  Por esse local passam mais de 5 mil pessoas diariamente e possui mais de dois mil estabelecimentos, onde o turista pode escolher o que comprar.

O caos desorganizado de La Vega, faz com que o turista se sinta vivo, a infinidade de aromas e cores transformam o local em algo único. Coisas típicas podem ser encontradas por lá, o suco de Chilimoya, fruta da região, a empanada de pino (carne moída), ou um bom pastel de choclo (milho).

Para não perder tempo entre os milhões de museus, vá direto ao Pré-colombino, com a história da américa latina antes dos europeus. O roteiro é curto, mas cheio de surpresas. Está com tempo? Vá ao museu de história natural e o de Belas Artes.

Próximo ao museu Pré-colombino está a catedral de Plaza de Armas, marco zero da cidade de Santiago. A essa igreja dispensamos comentários, simplesmente linda e impecável. Após a visita aos pontos indicados, passe por La Moneda, palácio do governo chileno, e Cerro Santa Lucia, antigo castelo onde funcionou o primeiro forte do país. Hoje é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.  Objetos antigos, roupas usadas, artigos novos e antigos para a casa, comida, instrumentos, bicicletas, animais, eletrodomésticos, na rua ou na calçada, ou em shoppings improvisados em galpões enormes, assim se vê os mercados persas santiaguinos. Em uma espécie de feira das pulgas, o visitante tem entretenimento em tempo integral.

A única coisa que se necessita é paciência e olhar crítico com o que vai comprar. Focar-se também é importante, pois uma pessoa pode se perder em meio a tanta coisa. Normalmente aberto aos domingos, estão sempre cheios de gente.  O mais famoso é o Franklin – Bio Bio, é maior e existe a possibilidade de encontrar os objetos que está buscando com mais facilidade. Perto da estação de metrô Franklin, a feira é de fácil acesso a qualquer turista.

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